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Ceará patinou em 2015, mas foi campeão invicto

Há cinco anos, Vozão teve início conturbado, trocou de técnico e triunfou na Copa do Nordeste.


Títulos são títulos. Alguns são passíveis de contestação, mas o sentimento do torcedor ao ver a sua equipe conquistar uma taça nunca é apagado. Na história do Ceará Sporting Club, que se tornou centenária em 2014, havia duas grandes honrarias que extrapolavam o estado cearense, ambas conquistadas na longínqua década de 1960: a principal, e única reconhecida pela CBF, foi o Torneio Norte-Nordeste de 1969, em que o Vozão passou o trator no grupo nordestino e depois venceu o Remo na final, em três jogos. A competição foi o embrião de uma das "partes" da Série B do Campeonato Brasileiro, disputada pela primeira vez em 1971 – o Remo ganhou o setor Norte-Nordeste e perdeu a final para o Villa Nova/MG. Antes disso, porém, a Taça Brasil já tinha divisão por zonas, que o Ceará levou em 1964. A derrota na semifinal geral para o vice Flamengo não empalidece a conquista, mesmo sem chancela oficial. Isso até 2015.


Se os dois maiores orgulhos inter-regionais do Ceará tinham vindo nos anos do cinquentenário do clube e da ida do homem à Lua, o Time do Povo precisou completar cem anos para que sua torcida sentisse a mesma alegria novamente. O tetra estadual seguido, que não vinha desde os anos 1970, veio no ano do centenário, mas neste caminho as derrotas regionais foram dolorosas: na semifinal da revivida Copa do Nordeste de 2013 (para o ASA) e na final de 2014 (para o Sport). Em 2015, na primeira edição com 20 clubes, o Vovô fez campanha invicta rumo ao título e se tornou o primeiro cearense a vencer o torneio, existente desde 1994. Naquele ano, o time demorou a se encontrar. Três dos cinco empates na campanha vieram nos quatro primeiros jogos. Após duas igualdades iniciais, Dado Cavalcanti foi demitido e Silas chegou para levar o time à glória. O empate com o River/PI por 1 a 1 foi há exatos cinco anos, em 11 de fevereiro de 2015.


A festa da torcida do Gigante Alvinegro foi fundamental para uma das conquistas mais marcantes do clube. (Rafael Ribeiro/CBF)

Fora de casa, aquela foi a última partida de Cavalcanti no comando do Ceará. Antes, o time já tinha empatado um Clássico-Rei com o Fortaleza pelo mesmo placar, na estreia. Os dois gols da equipe foram de Magno Alves, assim como os dois seguintes, diante do Botafogo/PB – no primeiro triunfo, por 1 a 0, e em novo empate por 1 a 1. O ídolo alvinegro ficaria com a vice-artilharia do regional, com cinco gols. Ou seja, marcou quatro deles de uma vez, bem quando o time mais precisava. Com Silas, o caminho foi se pavimentando. Quatro vitórias seguidas, uma delas sobre o maior rival Fortaleza, colocaram o Ceará na semifinal como primeiro colocado de seu grupo e eliminando o Salgueiro nas quartas. Com o Vitória pela frente, o Mais Querido podia reeditar a final de 2014 contra o Sport, ou impedir que um Ba-Vi decidisse o Nordestão pela quarta vez, a primeira desde 2002. E assim foi. Dois empates e a vaga nos gols fora de casa.


A campanha do Alvinegro de Porangabussu no Nordestão 2015 teve 12 jogos. Foram 7 vitórias, 5 empates e nenhuma derrota, com 16 gols marcados e 8 sofridos. O time-base era: Luís Carlos; Samuel Xavier, Charles, Gilvan, Fernandinho; Sandro Manoel, Uillian Correia, Ricardinho; Marinho, Magno Alves, Assisinho. Téc.: Silas.

No período da final contra o Bahia, o Ceará também tinha a final estadual, diante do Fortaleza, em busca do penta estadual consecutivo. Era clara, no entanto, a diferença no grau de importância. Um título regional não vinha desde 1969, 46 anos antes. Tecnicamente, como o dia 2 de junho não tinha chegado, ainda podia ser um presente de centenário para a torcida. Seria duro vencer o Bahia e o Fortaleza em quatro jogos seguidos, mas o Ceará perdeu apenas um e ficou com o vice estadual. Na Copa do Nordeste, bateu os rivais baianos em casa e fora, com um Ricardinho inspirado, gols dos zagueiros e até mesmo a ausência de Marinho no jogo de volta, suspenso. Finalmente, após tanto bater na trave – inclusive na infame final da Copa do Brasil de 1994 – o Vozão levantou uma taça que não era do Cearense. E tudo começou com uma sequência de empates há exatos cinco anos. Até aqui, o time tem três empates em três jogos no Nordestão 2020...

 

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