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Em 2010, Sport foi penta estadual pela segunda vez

Há dez anos e após período de altos e baixos, Leão bateu rival para conquistar o feito inédito.


No fim da década passada, o Sport Club do Recife teve alguns dos melhores momentos de toda sua história. O título da Copa do Brasil, em 2008, levou a equipe à Libertadores pela segunda vez, com uma campanha brilhante em 2009. Ao contrário de 1988, o time se classificou para o mata-mata e ainda liderou um grupo difícil, com Colo-Colo, LDU e Palmeiras – os próprios paulistas eliminaram os pernambucanos, nas oitavas de final. Era um lembrete dos momentos difíceis: entre 2002 e 2006, o Leão da Ilha passou múltiplas temporadas na Segunda Divisão pela primeira vez, incluindo o ano do centenário. A reviravolta teve início justo no ano do acesso, com taça estadual cheia de emoção, em cima do Santa Cruz. O revés na Libertadores, anos depois, já encontrou o time em um momento diferente. Ainda assim, o Sport campeão pernambucano invicto de 2009 também viria a amargar a lanterna do Brasileiro e voltar à Série B.


O clube leonino, portanto, abriu o ano de 2010 em maus lençóis. E antes de pensar na Segundona, o objetivo era o quinto título estadual seguido. Penta pela primeira vez entre 1996 e 2000, o Sport foi o primeiro a conquistar o feito duas vezes, superando os rivais. Nos anos 1960 e 1970, Santa Cruz e Náutico emendaram duas sequências, um hexa alvirrubro e um penta tricolor, com os rubro-negros sendo vice-campeões dez vezes em onze anos, incluindo sete edições consecutivas. O Leão buscou, portanto, não apenas a 39ª taça, mas uma nova marca histórica. A hegemonia não poderia ser mais clara. Dois pentacampeonatos em quinze anos, onze títulos de quinze disputados. A vítima, além de tudo, foi o Náutico, que não vence o Sport em decisões justamente desde 1968. Há exatos dez anos, em 5 de maio de 2010, Leandrão marcou o gol do 1 a 0, na Ilha do Retiro, que virou a final e fez do Leão o único bi-penta pernambucano.


Leandrão fez o gol do título, mas Ciro foi o artilheiro do estadual, com 11 gols. (Divulgação/SCR)

A caminhada ocorreu em alta voltagem do início ao fim. Em fase inicial longa, com 22 rodadas de jogos em ida e volta entre os 12 integrantes, o Sport liderou com folga. Quatro vitórias consecutivas abriram a campanha, que ainda teve série de oito triunfos rubro-negros entre as rodadas 12 e 19. O Santa Cruz perdeu os dois Clássicos das Multidões, mas o primeiro jogo contra o Náutico terminou empatado. Assim, na última rodada da primeira fase, o Clássico dos Clássicos foi a primeira derrota leonina no campeonato. No entanto, o duelo significava pouco para o Sport, que já tinha 51 pontos e a liderança selada. Os alvirrubros, com 40 pontos, podiam perder a vantagem da vice-liderança para o Santa Cruz. A vitória do Náutico confirmou o Clássico das Emoções na semifinal; o Sport pegava o quarto colocado Central, de Caruaru. Entre 2007 e 2009, o título veio após as conquistas dos dois turnos. Agora, era preciso chegar à final.


A campanha do Leão no Pernambucano 2010 teve 26 jogos. Foram 18 vitórias, 6 empates e 2 derrotas, com 54 gols marcados e 21 sofridos. O time-base era: Magrão; Júlio César, Igor, Tobi, Dutra; Zé Antônio, Daniel Paulista, Ricardinho, Eduardo Ramos; Ciro, Leandrão. Téc.: Givanildo Oliveira.

Com dois triunfos, o time do técnico Givanildo Oliveira passou fácil pelo Central, enquanto a Cobra Coral caiu diante do Timbu, com direito a Carlinhos Bala se declarando "Rei de Pernambuco". Ele até fez gol no jogo de ida da final, vencido pelo Náutico por 3 a 2, nos Aflitos. O tabu parecia perto de ser quebrado. Um empate e nada de penta. Mas o gosto já era amargo para o rival, que chegou a abrir 3 a 0 e permitiu recuperação. O roteiro para a virada rubro-negra estava escrito. Sem o maestro Eduardo Ramos – expulso ao lado de Zé Carlos, após briga no primeiro jogo – o Sport fez o gol do título ainda no primeiro tempo na partida decisiva, na Ilha do Retiro. Depois, lutou para segurar o rival, mesmo com dois a menos no final, após expulsões de Daniel Paulista, hoje técnico do clube, e de Zé Antônio. O tabu seguia vivo, como segue até hoje, e o penta veio. Há exatos dez anos, o Sport se tornou ainda mais único na história.

 

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