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Em que década Remo e Paysandu mais se enfrentaram?

Amistosos caem, anos 1960 são destaque e anos 1990 têm mais jogos oficiais: veja os números.


O futebol pode estar parado no Brasil e no Pará, mas o Re-Pa é maior que a bola rolando. É história, memória, emoção. Em 14 de junho de 1914, na Curuzu, teve início um verdadeiro "pacote perfeito" em que tudo isso se encontra. Não é coincidência que Leão e Papão tenham se encontrado tanto nos 106 anos que o clássico está prestes a completar. A rivalidade move os dois, move as torcidas, move o esporte paraense. Hoje, no entanto, talvez de forma diferente do que no passado. A disputa direta é fundamental, mas também divide espaço com a disputa indireta, a luta de cada um dos gigantes por um espaço no cenário nacional. Em 2014, quando a dupla se enfrentou 10 vezes no ano, isso já não ocorria desde 1999. Uma realidade bastante distinta dos anos 1950 e 1960, por exemplo. Só de 1956 a 1958, Remo e Paysandu jogaram 41 clássicos, média de quase 14 por ano. Entre 1964 e 1972, não houve uma temporada em que os rivais se enfrentassem menos de 10 vezes.


Um jogo a cada 52 dias: com 753 duelos em 106 anos, Leão e Papão se enfrentam, em média, 7 vezes por ano. (Jorge Luiz/Paysandu SC)

Mas afinal, em qual período houve mais Re-Pas? Em semana especial, nada mais justo que celebrar a "matéria-prima" do Clássico Rei da Amazônia, os jogos em si. Não quem venceu mais ou marcou mais gols, mas a quantidade de jogos, divididos em décadas. Com ajuda inestimável da pesquisa de Ferreira da Costa, principal fonte usada pelo NesF – que reconhece e respeita, claro, outras fontes e suas divergências –, foi possível compilar estes dados. E neste formato mais direto, volta também a infografia, utilizada pela última vez em janeiro de 2019. Mantém-se o rumo editorial de expor todos os dados levantados, sem exceção. Mas no caso de uma linha do tempo, o gráfico abaixo deixa tudo mais claro. Faça suas próprias observações e destaque o que chama a atenção nos dados levantados. Abaixo, veja você mesmo como os 753 Re-Pas se dividem, em décadas, no decorrer dos quase 106 anos de história (lembrando que ainda há mais jogos marcados para 2020):



Um dos principais motivos para o pico estar nas décadas de 1950 e 1960, é claro, são os amistosos, disputados em quantidade estratosférica no período. Só em 1956, foram 14. Entre 1964 e 1967, por exemplo, Remo e Paysandu jogaram 37 partidas que podem ser consideradas amigáveis. É relevante fazer este destaque, como foi feito nesta vídeo-coluna, pois o entendimento do que é um amistoso se transforma com o tempo. Porém, não é só isso: a própria lógica organizacional do futebol muda e o Re-Pa muda junto. A "seca" atual de amistosos entre os rivais (nenhum desde 2015) já é a segunda maior da história. Se no início da história do clássico, a curva total acima se assimilava mais à curva de partidas amigáveis, a tendência dos últimos 20 anos – e do futuro – está clara. Amistosos, afinal, estão em viés de queda desde os anos 1970. Mas na última década, o número de clássicos aumentou pela primeira vez em 50 anos. O Re-Pa muda para seguir fazendo história.

 

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