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Expansão das Séries C e D no calendário dos clubes

Série D com mais de 500 jogos e Série C repetindo 2011: as mudanças do passado e do presente.


Desde que passou a ocorrer com regularidade, a partir de 1994, a Série C do Campeonato Brasileiro passou por inúmeros redimensionamentos. Houve edições com cerca de 40 integrantes, houve anos inchados como 1995 (107 times) e 2003 (93 times), mas o mais comum era haver algo em torno de 60 equipes na competição. Sendo a base da pirâmide do futebol nacional, como foi até 2009, normal para os padrões brasileiros que o calendário não fosse satisfatório. Com o formato de grupos na fase inicial, boa parte das equipes era eliminada após jogar apenas seis partidas; às vezes quatro, no caso de grupos menores de três times, quando preciso. Mesmo após chegada da Série D, ainda houve um período de adaptação para a Terceirona: 12 dos 20 clubes, de 2009 a 2011, disputavam só oito jogos antes da eliminação. Até módulos inferiores da Copa João Havelange, em 2000, tinham garantia de mais jogos. Isso mudou a partir de 2012 e mudará novamente.


Bom, pelo menos é o que foi programado para 2020. É claro que a pandemia deixa um ar incerto ao redor, principalmente, das Séries C e D. Mas a garantia de 18 jogos, no mínimo, para todos os vinte integrantes, é um pilar da Terceirona desde 2012. As mudanças nela são menos profundas. Na Série D, o caminho era positivo em termos de calendário: após período, de 2011 a 2015, de no mínimo 8 jogos por time, a Quartona voltou, a partir de 2016, a eliminar equipes após só seis partidas, tal qual fizera nos primeiros anos. Foi a forma encontrada para ampliar participantes, de 40 para 68. Neste ano, o formato ainda não era perfeito: previa quatro eliminados depois de apenas dois jogos, devido às preliminares. Os 64 participantes da fase de grupos, porém, passam a ter 14 jogos garantidos; um inegável avanço. O NesF mapeou os últimos formatos das Séries C e D, com base na quantidade de partidas disputadas pelos clubes. Veja abaixo o levantamento:


Série C (2009-10)

94 jogos em 14 datas

20 clubes participantes

- 12 disputam 8 jogos (60%)

- 4 disputam 10 jogos

- 2 disputam 12 jogos

- 2 disputam 14 jogos


Série C (2011)

105 jogos em 16 datas

20 clubes participantes

- 12 disputam 8 jogos (60%)

- 6 disputam 14 jogos (30%)

- 2 disputam 16 jogos


A taça da Quarta Divisão do Campeonato Brasileiro, que terá a 12ª edição em 2020. (Divulgação/CBF)

Série C (2012-19)

194 jogos em 24 datas

20 clubes participantes

- 12 disputam 18 jogos (60%)

- 4 disputam 20 jogos

- 2 disputam 22 jogos

- 2 disputam 24 jogos


Série C (2020)

206 jogos em 26 datas

20 clubes participantes

- 12 disputam 18 jogos (60%)

- 6 disputam 24 jogos (30%)

- 2 disputam 26 jogos


Série D (2011-15)

190 jogos em 16 datas

40 clubes participantes

- 24 disputam 8 jogos (60%)

- 8 disputam 10 jogos

- 4 disputam 12 jogos

- 2 disputam 14 jogos

- 2 disputam 16 jogos


Série D (2016-19)

266 jogos em 16 datas

68 clubes participantes

- 36 disputam 6 jogos (53%)

- 16 disputam 8 jogos

- 8 disputam 10 jogos

- 4 disputam 12 jogos

- 2 disputam 14 jogos

- 2 disputam 16 jogos


Série D (2020)

518 jogos em 26 datas

68 clubes participantes

- 4 disputam 2 jogos

- 32 disputam 14 jogos* (47%)

- 16 disputam 16 jogos*

- 8 disputam 18 jogos*

- 4 disputam 20 jogos*

- 2 disputam 22 jogos*

- 2 disputam 24 jogos*

*duas partidas a mais, no caso dos quatro classificados das preliminares


As mudanças na Terceirona, a partir de 2012, não são coincidência. Foi o momento em que a CBF passou a custear toda a logística da Série D, o que não fez nos primeiros anos do torneio, mas faz até hoje (também com a C). Ou seja, isso diminui as desistências de equipes que alegavam não ter condições financeiras de participar, mas haviam conquistado as vagas no campo, ampliando o nível da competição e valorizando o próprio acesso à Série C, hoje em dia bem mais competitiva. Você deve ter percebido que, nos números acima, o NesF fez destaques sempre que a porcentagem de clubes batia 30%. Esta é a grande diferença na Terceira Divisão, em que agora 30% das equipes terão número de jogos que só os finalistas tinham, emulando a mudança de 2011. Na Quarta, mudança é radical. Mais de metade dos times só jogava seis vezes, agora quase metade jogará tanto quanto os semifinalistas jogavam. Se a crise não deixar em 2020, que ao menos isso ocorra em 2021.

 

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