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O 2019 (quase) perfeito do Flamengo

Após recesso, blog traz dados do ano que, em campo, teve só 22 dias ruins para o Mengão.


Em 2019, a diferença do futebol apresentado pelo Flamengo de Abel Braga e pelo Flamengo de Jorge Jesus foi intensa. O técnico português mudou muita coisa na equipe e o time carioca fechou com jogadores importantes durante a parada para a Copa América. Rafinha, Marí, Gerson e Filipe Luís foram adições cirúrgicas. Em pouco mais de um mês, entre junho e julho, mais de um terço do time titular subiu consideravelmente de nível. Rapidamente, a temporada foi ganhando ares de algo histórico. Porém, olhando para trás, o torcedor pode se orgulhar de um ano inteiro dominante. Começou, infelizmente, com uma tragédia que nunca pode ser esquecida. Aqueles 11 dias sem jogos, entre a vitória sobre a Cabofriense e a derrota para o Fluminense, foram sem dúvida os mais dolorosos do ano para a torcida do Flamengo – e o motivo não teve nada a ver com a bola rolando. Em campo, duas outras sequências de 11 dias foram as únicas grandes turbulências.


Foram apenas duas vezes, em 2019, que o torcedor rubro-negro ficou três jogos sem celebrar uma vitória. Tecnicamente, alguém poderia argumentar que o Mengão passou três jogos sem vencer em março, quando empatou dois clássicos e perdeu para o Peñarol no Maracanã, após amassar os uruguaios. Porém, contra o Vasco, o empate precedeu uma vitória nos pênaltis e um título de turno no estadual. Difícil não chamar isso de triunfo. Mas no mês de maio, apesar de poupar o time quase todo em empate com o São Paulo, o Mengo de novo não bateu o Peñarol. Antes, uma dura derrota para o Internacional. O reencontro com a vitória só viria 11 dias depois. Cenário idêntico ao que ocorreu em julho. Entre a queda na Copa do Brasil, diante do Athletico/PR, e o triunfo chorado ante o Botafogo, adivinhe: 11 dias, também com revés para o Emelec e empate com o Corinthians. Os números levantados pelo NesF mostram como as sequências destoaram:


O início com Abel (23 jogos)

17 pelo Carioca

5 pela Libertadores

1 pelo Brasileiro

Destaques: Flamengo 3-1 LDU; Flamengo 6-1 San José

15 vitórias

5 empates

3 derrotas

72,5% de aproveitamento

47 gols pró

19 gols contra


Primeira turbulência (3 jogos)

2 pelo Brasileiro

1 pela Libertadores

Destaque: Internacional 2-1 Flamengo

Nenhuma vitória

2 empates

1 derrota

22,2% de aproveitamento

2 gols pró

3 gols contra


A torcida do Mengão também foi um destaque na temporada. (Reprodução/Twitter CR Flamengo)

Retomada (8 jogos)

6 pelo Brasileiro

2 pela Copa do Brasil

Destaque: Flamengo 3-2 Athletico/PR

6 vitórias

1 empate

1 derrota

79,2% de aproveitamento

12 gols pró

5 gols contra


PARADA DA COPA AMÉRICA


Cartão de visita de Jesus (2 jogos)

1 pelo Brasileiro

1 pela Copa do Brasil

Destaque: Flamengo 6-1 Goiás

1 vitória

1 empate

Nenhuma derrota

66,7% de aproveitamento

7 gols pró

2 gols contra


Segunda turbulência (3 jogos)

1 pela Libertadores

1 pelo Brasileiro

1 pela Copa do Brasil

Destaque: Emelec 2-0 Flamengo

Nenhuma vitória

2 empates

1 derrota

22,2% de aproveitamento

2 gols pró

4 gols contra


Deixou chegar (35 jogos)

27 pelo Brasileiro

6 pela Libertadores

2 pelo Mundial

Destaques: Flamengo 5-0 Grêmio; River Plate 1-2 Flamengo

27 vitórias

5 empates

3 derrotas

81,9% de aproveitamento

80 gols pró

31 gols contra


É incrível pensar que o Flamengo teve uma temporada absurdamente longa, pela participação no Mundial, e ainda assim, com exceção de duas curtas sequências ruins, se manteve o tempo inteiro com cerca de 70% de aproveitamento – e até mais do que isso, em vários momentos. O primeiro jogo oficial foi contra o Bangu, em 20 de janeiro, e o último foi contra o Liverpool, em 21 de dezembro. Mais de 70 jogos, 335 dias de temporada e apenas 22 deles tiveram significativas pedras no épico caminho rubro-negro. Além dos três títulos importantes, já dissecados inúmeras vezes, as etapas da temporada também parecem mostrar como o Flamengo chegou lá. Foram 12 vitórias e apenas duas derrotas por três ou mais gols de diferença, outro número impressionante. Às vezes, um time deixa rastros estatísticos importantes sem vencer. Às vezes, um time é campeão sem encantar. Em 2019, o Flamengo fez tudo junto. E sonha com mais em 2020.

 

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