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O Gabarito #15: Saldanha, Re-Pa e muita Copa

Histórias de Leão e Papão, o técnico antes do tri, o Maracanaço e o primeiro Mundial, em 1930.


O futebol, como conhecemos hoje, tem mais de 170 anos. O esporte, como um todo, é muito mais antigo que isso. Diversas modalidades são praticadas de forma organizada há mais de 200 anos, mas a disputa amadora existe há milênios. Portanto, o que não faltam são histórias, fatos e curiosidades que recheiam a memória esportiva pelo mundo. Aqui, a coluna Calendário tenta resgatar algumas dessas lembranças, em especial do futebol brasileiro. Mas o NesF quer mais. Por isso, se você esqueceu daquele jogo histórico ou se apenas quer saber a semana em que foi fundada a Federação Goiana de Futebol, para impressionar seus amigos, veio ao lugar certo. Com muita pesquisa e ajuda de estudiosos do esporte, como Rodolfo Rodrigues, Sílvio Lancelotti e Ferreira da Costa, entre outros, estão elencados abaixo os destaques selecionados para a semana de 12 a 18 de julho de 2020:


Saldanha brinca em campo, quando ainda era técnico do Brasil. (Reprodução/Twitter)


12 de julho

30 anos da morte de João Saldanha: o técnico que montou a seleção 100% das eliminatórias para a Copa de 1970 foi mandado embora antes do torneio em si. O Brasil de Saldanha marcou 23 gols e sofreu só dois, em seis jogos. Membro do Partido Comunista, peitou tentativas do ditador Médici de influenciar o time e virou um dos grandes cronistas esportivos do país. Antes, João Sem-Medo tinha brilhado no Botafogo. Fumante, morreu por edema pulmonar na Itália, após o fim da Copa de 1990.


13 de julho

90 anos dos primeiros jogos de Copa: o Mundial inaugural é o único, até hoje, sem procedimento qualificatório. As nações ligadas à FIFA foram convidadas e quem topou, participou. Entre os treze participantes, eram quatro europeus, dois norte-americanos e sete (ou seja, mais da metade) de sul-americanos, até pela proximidade com o país anfitrião Uruguai. Os primeiros jogos de 1930 foram simultâneos; a França venceu o México por 4 a 1 e os Estados Unidos bateram a Bélgica por 3 a 0.


14 de julho

90 anos da estreia do Brasil em Copas: no dia seguinte ao início da Copa de 1930, é claro, era a vez da seleção do técnico Píndaro de Carvalho, ídolo do Flamengo, entrar em campo. O Brasil foi derrotado pela Iugoslávia, por 2 a 1. Preguinho, craque do Fluminense, fez o primeiro gol brasileiro em Mundiais. Ele foi, também, goleador da primeira vitória, seis dias depois; 4 a 0 contra a Bolívia, dois dele e dois do rubro-negro Moderato. Foram os únicos jogos do time, que caiu na fase inicial.


15 de julho

5 anos da volta do Paysandu às oitavas da Copa do Brasil: só em duas das oito participações do Paysandu na Copa nacional, entre 1989 e 2001, o time passou do primeiro duelo. E isso, em 1991 e 1993, já levava às oitavas. De 2002 a 2011, era praxe cair na segunda fase, antes das oitavas; só em 2012 passou. Pós-reformulação, em 2013, é preciso bater três times para chegar lá. Por isso a vitória de 3 a 0 ante o Bahia, em 2015, foi pesada. Depois, Papão foi duas vezes, por títulos da Copa Verde.


16 de julho

70 anos do Maracanaço: à essa altura, não há muito mais a ser escrito sobre a partida entre Brasil e Uruguai, na última rodada do quadrangular final da Copa de 1950. A virada comandada por Ghiggia e Schiaffino foi surpreendente, até pelas vitórias pesadas da seleção de Flávio Costa ante Suécia (7 a 1) e Espanha (6 a 1). Mas o Uruguai tinha um timão e calou o Maracanã. Ghiggia, autor do segundo gol, marcou em todos os jogos da Celeste. E a única Copa sem final acabou tendo uma baita "final".


17 de julho

60 anos do Re-Pa #303: entre 1960 e 1961, o Remo aplicou um daqueles mini-tabus tão comuns na história do clássico; foram sete jogos sem perder do Paysandu. Era início de fase de ouro do Papão, mas ainda assim o Leão se impôs. Em amistoso na Curuzu, azulinos venceram; 3 a 2, mesmo tendo o goleiro Edgar expulso. Foi o clássico seguinte ao título bicolor de 1959, pois estadual só terminou em 1960. Mesmo após o mini-tabu acabar, o Remo celebrou o título paraense de 1960, já em 1961.


18 de julho

35 anos da vitória do Brasil de Pelotas sobre o Fla de Zico: a segunda fase da Série A teve quatro grupos de quatro times, em 1985, para decidir os semifinalistas. Ou seja, só passavam os líderes das chaves, mas para chegar lá, haviam seis jogos. Chances suficientes para os grandes se classificarem. Bangu, Coritiba e Brasil/RS passaram por completo mérito, deixando Flamengo, Vasco, Corinthians e Inter para trás. E o momento mais icônico foi o Xavante vencer o Fla, na quinta rodada, por 2 a 0.


 

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