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O Gabarito #8: três Re-Pas históricos e muito mais

Relembrando Re-Pa com nove gols, tri estadual bicolor, "quase tetra" do Estudiantes e mais.


O futebol, como conhecemos hoje, tem mais de 170 anos. O esporte, como um todo, é muito mais antigo que isso. Diversas modalidades são praticadas de forma organizada há mais de 200 anos, mas a disputa amadora existe há milênios. Portanto, o que não faltam são histórias, fatos e curiosidades que recheiam a memória esportiva pelo mundo. Aqui, a coluna Calendário tenta resgatar algumas dessas lembranças, em especial do futebol brasileiro. Mas o NesF quer mais. Por isso, se você esqueceu daquele jogo histórico ou se apenas quer saber a semana em que foi fundada a Federação Goiana de Futebol, para impressionar seus amigos, veio ao lugar certo. Com muita pesquisa e ajuda de estudiosos do esporte, como Rodolfo Rodrigues, Sílvio Lancelotti e Ferreira da Costa, entre outros, estão elencados abaixo os destaques selecionados para a semana de 24 a 30 de maio de 2020:


Em apenas dois anos, 1999 e 2000, a dupla de rivais disputou nada menos que 19 clássicos. (Reprodução/Twitter)


24 de maio

50 anos do Re-Pa #409: em 1970, tanto o Paraense quanto o Torneio Norte-Nordeste só ocorreram no segundo semestre, a partir de agosto e outubro, respectivamente. E o estádio Evandro Almeida recebeu um clássico especial na reabertura, mas com vitória do Paysandu: 2 a 1. Apesar de prestes a viver um período glorioso nos anos seguintes, em 1970 o Remo não conseguiu nada diante do rival; foram 13 jogos, nenhuma vitória, 7 empates e 6 derrotas. Porém, foi a grandiosidade do Baenão que fez o Leão a ser convidado para o Brasileiro de 1972.


25 de maio

5 anos do dérbi "game over" em Roma: o clássico entre as duas equipes da capital italiana é um dos mais tensos do mundo. Na penúltima rodada da liga, em 2015, Lazio e Roma fizeram um dérbi para decidir qual dos dois iria para a fase de grupos da Liga dos Campeões seguinte. Com três gols nos últimos 20 minutos, a Roma venceu por 2 a 1. Foi o último clássico de Francesco Totti como titular e capitão do seu time do coração. Após o triunfo e a classificação, o craque revelou a camisa com uma mensagem aos rivais: "game over", fim da disputa.


26 de maio

85 anos do Re-Pa #90: houve diversos clássicos com oito gols marcados, entre empates por 4 a 4, goleadas e outras combinações de placar. E nunca houve um Re-Pa com dez gols. Mas nove tentos no mesmo clássico é raríssimo e é recorde. Poucos embates tiveram esta contagem, como a maior goleada aplicada pelo Remo, os 7 a 2 de 1939. Quatro anos antes, em 1935, o Papão já tinha levado a pior em outro jogo com nove gols, em reinauguração do Baenão após reforma: 5 a 4 para os donos da casa, com os goleadores Rui e Capy punindo o Paysandu.


27 de maio

50 anos do tri consecutivo do Estudiantes na Libertadores: entre 1972 e 1975, o Independiente foi tetra seguido da Libertadores, feito único. Quem chegou perto, anos antes, foi o rival Estudiantes. Após bater Palmeiras em 1968 e Nacional em 1969, o gol solitário de Togneri, na ida, foi suficiente para vencer o Peñarol e ser tri em 1970, com empate na volta. No ano seguinte, o time de La Plata foi de novo à final, mas perdeu para o Nacional. O tri já era histórico. Peñarol, Boca Juniors e São Paulo tentaram, mas bateram na trave da terceira taça seguida.


28 de maio

20 anos do Re-Pa #657: no Campeonato Paraense 2000, vencido pelo Paysandu, foram realizados quatro clássicos. O Remo só venceu o último, por 1 a 0, quando precisava de diferença de dois gols para ir ao pentagonal decisivo do estadual. Nos outros jogos, um empate e duas vitórias bicolores por 2 a 1, incluindo a partida do fim de maio. Porém, no mesmo ano, o Leão levou a melhor pela Copa João Havelange, vencendo uma das partidas e empatando outra. Só que a taça rival iniciou o tri consecutivo; última vez que o feito foi alcançado no Parazão.


29 de maio

60 anos do "passeio Monumental" em Buenos Aires: a Copa Roca, hoje o Superclássico das Américas, foi o primeiro torneio que a seleção brasileira disputou após sua formação, em 1914. E o título de 1960 foi especial. Dois jogos em três dias no Monumental de Núñez. A Argentina vence o primeiro por 4 a 2; no segundo, o Brasil faz 2 a 0 no tempo normal com gols de Delém, atacante do Vasco. Os palmeirenses Julinho e Servílio fecham a contagem na prorrogação, mesmo após gol dos rivais: 4 a 1. Silêncio ensurdecedor no estádio do River Plate.


30 de maio

110 anos do nascimento de Ferdinand Daučík: o defensor eslovaco era reserva na campanha vice-campeã mundial da Tchecoslováquia em 1934, mas jogou os dois jogos contra o Brasil nas quartas de final de 1938, por exemplo. Depois da carreira de jogador, virou técnico de sucesso. Foram três títulos espanhóis, dois no Barcelona e um no Athletic Bilbau, além de uma semifinal europeia com o Atlético de Madri, uma final europeia pelo Zaragoza e cinco Copas nacionais. Quase 500 jogos à frente de times na Espanha, país onde Daučík morreu, em 1986.


 

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