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Raio-X dos clubes do Pará na história da Copinha

Principais números sobre o desempenho do futebol paraense na Copa São Paulo.


Nesta quinta-feira (10), chegou ao fim a primeira fase da Copa São Paulo de Futebol Júnior. E com ela, terminou também a participação paraense no torneio. Ambas as equipes do estado caíram já no estágio introdutório; embora de formas muito diferentes. Tanto Remo quanto Carajás chegaram vivos em suas últimas partidas, contra Desportivo Brasil e Tubarão, respectivamente. O Leão precisava de um triunfo simples, enquanto o Pica Pau da Ilha tinha uma montanha para escalar: vencer seu jogo por três ou mais gols de diferença. Nenhum dos dois foi bem-sucedido. O Tubarão catarinense dilacerou a equipe do Outeiro – atual campeã paraense sub-17 e vice-campeã sub-20 – por 5 a 0. Não deu nem para sonhar. A desclassificação do Remo, por outro lado, foi no detalhe. Por conta dos critérios de desempate, só a vitória interessava; e a partida diante do Desportivo Brasil terminou sem gols. Assim, o Leão ficou fora no quesito de gols marcados.


Após finalizar, Juninho, do Carajás, acompanha a trajetória da bola que acabaria dentro do gol do Vasco: meia foi um dos destaques do Pará na Copinha, além de ter protagonizado um bonito momento, quando o próprio Vasco lhe emprestou uma chuteira para jogar. (Reprodução/YouTube)

Eliminações na fase de grupos, entretanto, não são novidade para o futebol marajoara na Copinha, infelizmente. Com 30 participações em 22 edições diferentes do torneio, clubes paraenses quebraram a barreira da primeira fase apenas 6 vezes. No total, times do Pará disputaram 102 jogos na competição, com 26 vitórias, 21 empates e 55 derrotas, para um aproveitamento geral de 32,35%. As agremiações papa-chibés marcaram 118 gols e sofreram 203, com um saldo geral de -85. Não são as estatísticas mais animadoras, mas é a realidade do futebol de base no estado. Além disso, analisando cada clube separadamente, há pontos altos e o cenário fica menos alarmante. É o caso da Desportiva, com três participações recentes muito boas na competição. Abaixo, um sumário do histórico paraense no torneio e um raio-X de cada clube (por ordem de aproveitamento) que representou o Pará no maior campeonato de base do Brasil. Veja:


Clubes do Pará

Presentes em 22 das 50 edições

15 com 1 clube (1990, 1991, 1998, 2000, 2002-2012)

6 com 2 clubes (2013-2017, 2019)

1 com 3 clubes (2018)


Desportiva (48,72%)

3 participações (2016-2018)

13 jogos (6V, 1E, 6D)

-4 de salto total (19GP, 23GC)

Melhor campanha: Oitavas de final (2018)


Remo (40%)

8 participacões (2002, 2005, 2010, 2012-2014, 2018, 2019)

25 jogos (9V, 3E, 13D)

-7 de salto total (31GP, 38GC)

Melhor campanha: Segunda fase (2010)


Paysandu (31,62%)

12 participações (2003, 2004, 2006-2008, 2011, 2013-2018)

39 jogos (9V, 10E, 20D)

-33 de saldo total (45GP, 78GC)

Melhor campanha: Oitavas de final (2006)


Castanhal (22,22%)

1 participação (2009)

3 jogos (0V, 2E, 1D)

-1 de salto total (5GP, 6GC)

Eliminado na primeira fase


Tuna Luso (18,75%)

4 participacões (1990, 1991, 1998, 2000)

16 jogos (2V, 3E 11D)

-23 de salto total (15GP, 38GC)

Melhor campanha: Repescagem (1990)


Independente (11,11%)

1 participação (2015)

3 jogos (0V, 1E, 2D)

-9 de saldo total (1GP, 10GC)

Eliminado na primeira fase


Carajás (11,11%)

1 participação (2019)

3 jogos (0V, 1E, 2D)

-8 de salto total (2GP, 10GC)

Eliminado na primeira fase


É claro que, no caso das categorias de base, muitas vezes é considerado mais importante revelar jogadores que possam ser aproveitados nas equipes profissionais – ou serem vendidos – do que vencer, o que faz todo o sentido. Mas este ponto não serve de consolo para os times do Pará, que também sofrem com essa transição e com problemas de estrutura para suas bases. Em 2019, mais uma vez o estado teve um aproveitamento ruim: 27,77%. O Remo, entretanto, esteve acima de sua média, com 44,44% – foi o Carajás que baixou a estatística. Ainda assim, o Leão fez apenas um gol neste ano, sendo eliminado justamente no critério de gols marcados. O Pica Pau, apesar de sofrer 10 tentos, marcou mais que o rival da capital: foram 2 gols, diante do Vasco e do Taubaté.


Não há caminho fácil para fazer crescer o futebol de base no Pará, tanto em resultados dentro de campo quanto em ampliação do potencial para revelar jogadores. Para investir, estruturar e priorizar uma revitalização das categorias de base, é preciso paciência e muita vontade – afinal, não costuma ser uma área que traz tanto capital político para as diretorias dos clubes. Entretanto, é um caminho que os clubes paraenses e o futebol do estado, eventualmente, precisam percorrer. Antes tarde do que nunca.

 

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