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Rivais de Leão e Papão na Série C: números de 2020

Santa e Manaus têm bom ano, mas Atlético/AC também tinha em 2019; pandemia amplia incerteza.


A temporada de 2020 no futebol brasileiro, em especial para as competições nacionais, próximas do início, talvez seja a mais imprevisível em tempos recentes – isso porque o esporte no país já é difícil de prever, historicamente. Porém, a pausa longa, o calendário apertado, jogar em meio (não depois) de uma pandemia, a ausência de torcida nos estádios... Tudo isso potencialmente contesta quaisquer expectativas. A diferença de poderio financeiro dos times, que não é algo de 2020, também pode ser agravada pelos cuidados necessários para a bola rolar. O protocolo médico, afinal, não é barato, mas tem que ser respeitado. No caso das testagens pré-rodada do Brasileiro, pelo menos, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) vai arcar com os investimentos. É uma ajuda. Ainda assim, a situação é única e sem precedentes. No caso da Série C, em que Remo e Paysandu jogam, talvez a dificuldade para ter parâmetros seja ainda maior.


Um exemplo imediato é o Manaus, que já mostrou ser um bom time e que, você verá abaixo, é o de melhor aproveitamento até agora entre os adversários de Leão e Papão. Porém, claro, não é fácil ver como isso se traduzirá para o Brasileiro: é bom lembrar que, em 2019, o Atlético/AC chegou à Série C muito cotado; e acabou sendo o pior time do torneio. Somando os números de todos os oito rivais, a situação dos oponentes da dupla é de 106 jogos (100 antes da pausa), com 50 vitórias, 34 empates e 22 derrotas, para um aproveitamento de 57,9%. Ou seja, o "adversário médio" está, no momento, abaixo de Remo e Paysandu, que tem aproveitamento de 66,7% e 70% no ano, respectivamente. Só que, da mesma forma que o restante, é difícil mensurar exatamente o que, de tudo isso, os paraenses levarão para o Brasileiro. Ainda assim, é preciso ter base em algo. Abaixo, os dados levantados pelo NesF, que dão noção do que vem por aí:


Botafogo/PB

18 jogos (16 antes da pausa)

9 pelo estadual + 2 pela Copa do Brasil + 7 pelo Nordestão

7 vitórias, 9 empates, 2 derrotas

55,5% de aproveitamento

22 gols pró, 17 gols contra


Ferroviário

15 jogos (13 antes da pausa)

Todos pelo estadual

7 vitórias, 5 empates, 3 derrotas

57,8% de aproveitamento

13 gols pró, 10 gols contra


Imperatriz

13 jogos (todos antes da pausa)

5 pelo estadual + 1 pela Copa do Brasil + 7 pelo Nordestão

5 vitórias, 2 empates, 6 derrotas

43,6% de aproveitamento

14 gols pró, 16 gols contra


A desejada taça da Série C. (Lucas Figueiredo/CBF)

Jacuipense

7 jogos (todos antes da pausa)

Todos pelo estadual

3 vitórias, 3 empates, 1 derrota

57,1% de aproveitamento

13 gols pró, 7 gols contra


Manaus

14 jogos (todos antes da pausa)

12 pelo estadual + 2 pela Copa do Brasil

8 vitórias, 5 empates, 1 derrota

69% de aproveitamento

23 gols pró, 7 gols contra


Santa Cruz

18 jogos (17 antes da pausa)

9 pelo estadual + 2 pela Copa do Brasil + 7 pelo Nordestão

11 vitórias, 4 empates, 3 derrotas

68,5% de aproveitamento

24 gols pró, 11 gols contra


Treze

9 jogos (8 antes da pausa)

Todos pelo estadual

5 vitórias, 2 empates, 2 derrotas

63% de aproveitamento

10 gols pró, 6 gols contra


Vila Nova

12 jogos (todos antes da pausa)

10 pelo estadual + 2 pela Copa do Brasil

4 vitórias, 4 empates, 4 derrotas

44,4% de aproveitamento

7 gols pró, 6 gols contra


No formato atual da primeira fase da Terceirona, vigente desde 2012, a pontuação de segurança para passar de fase é chegar nos 30 pontos. Há muita margem, porém, com times se classificando com 24 (o próprio Paysandu, em 2012). Ano passado, o Papão passou com 28 e o Leão ficou com 27. Ir aos 29 também já é uma semi-garantia – apenas em dois anos, 2015 e 2016, houve times com 29 pontos que ficaram de fora. Ou seja, o que encaminha uma passagem de fase na Série é um aproveitamento próximo aos 54%; algo que, até aqui, apenas Imperatriz e Vila Nova não apresentaram no ano, entre os integrantes do Grupo A. É claro que há destaques mais específicos, como os ataques de Manaus e Santa Cruz até o momento, muito prolíficos, assim como a defesa bem vazada do Botafogo/PB, que trocou de técnico durante a parada. Como tudo isso entrará em campo? Difícil saber. A Terceirona é competitiva – e cada vez mais imprevisível.

 

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