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Torcida do Galo abraçou esperança da Sul-Americana

Lealdade, ingresso acessível e rota para final levam atleticanos à média de ocupação invejável.


A participação na fase de grupos da Libertadores foi bem ruim, é verdade. Mas o ano do Clube Atlético Mineiro está uma verdadeira montanha-russa de emoções. Começou cedo, com duas vitórias dramáticas nos playoffs, sobre Danubio e Defensor, para até mesmo chegar ao grupo E, com Cerro Porteño, Nacional e Zamora. Triunfos contra os venezuelanos e derrotas nos outros quatro jogos. No meio do caminho, o vice estadual ante o maior rival Cruzeiro, que também eliminaria o Galo da Copa do Brasil. Ainda assim, com a torcida sempre presente, a noção era clara de que o Atlético era quase sempre digno em campo – além de fazer campanha muito positiva na Série A, até aqui. E nas últimas semanas, das cinzas da Libertadores, o sonho de outro título internacional apareceu. A Copa Sul-Americana se tornou uma possibilidade real, após duas classificações importantes. E com a torcida carregando o time.


Clubes como Corinthians e Fluminense, por exemplo, que se enfrentam nas quartas de final, têm média de público superior, mas com estádios muito maiores que o Independência, não conseguem a mesma taxa de ocupação. O mais impressionante é que, no caso do Atlético, o número não é apenas inflado pela lotação quase total da partida contra o Botafogo – obviamente mais atrativa do que o jogo ante o Unión La Calera. Isso porque os 72% de ocupação que o Galo teve no Independência, diante dos chilenos, representam a segunda maior lotação entre os brasileiros neste ano. Ou seja, até a partida "vazia" dos alvinegros se destacou na comparação com os rivais. Muito disso, é claro, tem a ver com o preço dos ingressos: no jogo decisivo da fase 16-avos de final, a entrada média do Galo custou 12 reais, como destacado abaixo. Foi o tíquete mais barato de todos os jogos com mandos de clube brasileiros nesta edição da Copa Sul-Americana.


Outra questão eloquente é justamente que, para o Galo, a Sul-Americana não passa, supostamente, de prêmio de consolação, após a queda na fase de grupos da Libertadores. O argumento para deixar a competição de lado estava prontinho. O Corinthians pegou o gigante Racing na fase inicial, o Flu bateu de frente com os tradicionais Atlético Nacional e Peñarol, o Fogão encarou o vice-campeão argentino Defensa y Justicia... E nenhum deles foi páreo para o planejamento do Galo, de usar o estádio do América/MG não apenas para engajar o seu torcedor, mas como um trunfo esportivo. As duas classificações vieram em casa, com apoio maciço da torcida e sensação de caldeirão. Nas quartas, contra os colombianos de La Equidad, Belo Horizonte receberá o jogo da ida, não da volta. A quatro jogos da possível final, não tem essa de consolação. A torcida atleticana quer mais um título continental. Veja os números compilados pelo NesF:


Números totais

2 jogos como mandante

19.521 pagantes em média

ingresso médio de 17 reais

quase 700 mil de renda

84% de ocupação


Quatro jogos já foram, com a torcida comparecendo: mais quatro e, quem sabe, o Atlético chegue em uma final continental. (Divulgação/CAM)

Atlético 1-0 Unión La Calera (3-0 pên.)

16-avos de final (volta, ida 0-1)

terça, 28 de maio, 21h30

16.658 pagantes

ingresso médio de 12 reais

mais de 200 mil de renda

72% de ocupação


Atlético 2-0 Botafogo

oitavas de final (volta, ida 1-0)

quarta, 31 de julho, 21h30

22.385 pagantes

ingresso médio de 20 reais

mais de 450 mil de renda

97% de ocupação


Antes da Libertadores, em 2013, e da Recopa Sul-Americana, em 2014, o Atlético conquistou duas Copas Conmebol, em 1992 e 1997. É o clube mais bem-sucedido da história da competição, o único bicampeão do torneio que efetivamente precedeu a atual Copa Sul-Americana, além de ter sido vice-campeão em 1995, contra o Rosário Central, e de ter parado duas vezes nas semifinais, em 1993 (para o Botafogo) e em 1998 (diante do mesmo Rosário). Na Copa Mercosul, que teve papel relevante na transição antes da Sul-Americana começar, em 2002, o Galo também chegou em uma semifinal: foi em 2000, caindo ante o Palmeiras. Ou seja, o alvinegro tem muita história continental, ainda que nunca tenha ido tão longe na própria Sul-Americana. Talvez 2019 seja o ano. O caminho é interessante, com Zulia ou Colón na semifinal caso o time de Rodrigo Santana passe pelas quartas. O apoio da torcida, certamente, o Galo terá. Como sempre.

 

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