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Um mapa dos 17 gols da maior da história das Copas

Com tento contra a Itália, Marta se consolidou no topo: veja os números e detalhes dos gols.


Neste domingo (23), o Brasil entra em campo pela Copa do Mundo. O jogo é dificílimo, verdadeira pedreira diante da anfitriã França, uma das sensações do torneio. As francesas encerraram a fase de grupos com 100% de aproveitamento, três vitórias em três jogos e apenas um gol sofrido – foram sete marcados. A seleção brasileira, por sua vez, foi uma das que passou na terceira posição em seu grupo. O favoritismo está claramente ao lado das donas da casa, mas as mulheres brasileiras não são de se abalar. Caso caiam, será lutando. E seguindo ou caindo, o Brasil tem muito o que comemorar sobre este Mundial. A maior visibilidade, repercussão e engajamento, claro, têm que ser celebradas ao redor do planeta. O diferencial das terras tupiniquins está na maior jogadora de todos os tempos. É impossível não amar Cristiane, Thaisa, Bárbara, Debinha, Formiga, Tamires... Mas também é preciso admitir que só Marta é Marta.


À essa altura todos já sabem: Marta Vieira da Silva, da pequenina Dois Riachos, em Alagoas, é a maior artilheira da história das Copas do Mundo. É complicado comparar as modalidades masculina e feminina, mas aqui entra o ponto de vista mais abrangente: o esporte, o futebol como um todo. Marta já havia se tornado, após marcar contra o time australiano, a primeira pessoa a fazer gol em cinco copas diferentes. Com o pênalti convertido ante a Itália, a craque chegou a 17 gols, um a mais que o centroavante Klose. Bem ou mal, é eloquente o fato de que a maior das Copas é uma mulher. O alemão fez 16 gols com 36 anos, tendo jogado 24 jogos em quatro Copas. Marta tem 33 anos e precisou de 19 partidas para marcar seus 17. O número é simbólico, aliás. Foi com 17 anos que ela fez o primeiro, na Copa de 2003. Ao conquistar o recorde, a atleta o dedicou à todas as mulheres e à luta por igualdade, não apenas no esporte.


Mais do que ter noção do tamanho do seu feito, Marta entende a importância do papel que cumpre. E ainda há o que cumprir. O Brasil passou em terceiro, mas foi o melhor terceiro. Não é impossível seguir adiante. Olhar para a trajetória de Marta ainda não precisa ser saudosismo, mas motivação. Lembrar de seus 17 gols é lembrar do potencial do futebol feminino brasileiro. O chapéu de joelho na goleira chinesa em 2007, o golaço de cobertura contra as americanas, em 2011, na prorrogação... Histórias do tipo podem continuar sendo escritas pela seleção e pela própria Marta, seja nesta Copa, na próxima ou em outras competições. A partir de agora, em termos individuais, a competição é com ela mesma. Isso porque nem estão em pauta os feitos dela por clubes, em que se destacou a carreira inteira. Na Seleção, ela já está no ponto mais alto e segue em busca de mais. Abaixo, em levantamento do NesF, tudo sobre os históricos 17 gols:


Brasil em Copas quando Marta faz gol

9 vitórias

1 empate

2 derrotas

30 gols marcados

10 gols sofridos


Não se preocupe se a foto demorar para carregar: o tamanho é enorme mesmo. (Lucas Figueiredo/CBF)

Bola na rede

17 gols de dentro da área adversária


3 gols na Copa de 2003

7 gols na Copa de 2007 (artilheira)

4 gols na Copa de 2011

1 gol na Copa de 2015

2 gols na Copa de 2019


10 gols com a bola rolando

7 gols de pênalti


16 gols de perna esquerda

1 gol de perna direita


7 gols no primeiro tempo

2 nos últimos cinco minutos

9 gols no segundo tempo

1 nos primeiros cinco minutos

1 nos acréscimos

1 gol na prorrogação


5 gols que fecharam o placar

4 gols que abriram o placar

4 gols que ampliaram o placar

2 gols de empate

1 gol de virada

1 gol que abriu e fechou o placar


Jogos e adversários

19 partidas disputadas

5 com dois gols marcados


11 gols na fase de grupos

4 nas quartas de final

2 na semifinal


17 gols saíram em 12 jogos contra 8 seleções

4 gols nos Estados Unidos

3 na Noruega

2 na Austrália

2 na China

2 na Coreia do Sul

2 na Nova Zelândia

1 na Itália

1 na Suécia


Se os números frios são impressionantes, as histórias que eles apresentam são ainda mais. Os quatro gols de Marta contra os Estados Unidos, por exemplo, são inesquecíveis. Dois deles classificaram o Brasil para a final da Copa de 2007, com goleada de 4 a 0 e show da craque. Os outros dois foram nas quartas de final de 2011, em que a seleção empatou, virou na prorrogação e se manteve viva até os pênaltis graças aos tentos de Marta. Dois gols em menos de 20 minutos contra a Nova Zelândia, em 2007, gol de classificação e recorde contra a Itália em 2019, que se tornou clássico instantâneo... Ver Marta jogar é um privilégio. Enquanto quebra barreiras, ela faz muito mais do que a "cartilha" de grandes futebolistas. Hoje fala-se em "pisar na área"; pois a maior das Copas fez seus 17 gols dentro da área adversária, mesmo sem ser centroavante quase toda a carreira. Talento, inteligência e liderança têm nome: Marta Vieira da Silva.

 

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